As Transformações de Obálúàiyè no Brasil

AUTOR: Adilson Rogério do Amaral

INSTITUIÇÃO: Pontifícia Universidade Católica – PUC/SP

TÍTULO ACADÊMICO: Doutorando em Antropologia Social

 

Neste trabalho apresentamos as considerações iniciais de um estudo mais amplo que discutirá as transformações ocorridas com o orixá Obaluaye, desde sua chegada ao Brasil até os dias de hoje.

Os vários cultos aos orixás existentes na África estão quase que na sua totalidade baseados nos mitos que relatam os grandes feitos, as guerras, as punições aos humanos e as rivalidades entre as próprias divindades em busca do poder. Trabalharemos no presente artigo somente com um mito do orixá Obaluaye, que nos revela nitidamente algumas transformações ocorridas na trajetória dessa divindade e sua diferenciação em relação às demais.

Para que possamos adentrar no tema em específico, ou seja, as transformações desse orixá depois de sua chegada ao Brasil, é necessário alicerçarmo-nos em bases históricas sobre o surgimento desse culto na África para, posteriormente, chegarmos ao Brasil e finalmente aos dias de hoje.

As pesquisas de campo serão realizadas nas casas de culto ao orixá, localizadas na cidade de São Paulo e no interior do Estado, com pelo menos um templo de cada nação, no caso dos candomblés.

Havendo necessidade, poderemos também incluir templos localizados em outros Estados. Os colaboradores serão sacerdotes ou sacerdotisas com no mínimo 10 anos de iniciação, bem como pessoas que passaram por ritual iniciático para esta divindade.

Inicialmente, reproduzo um mito sobre Obaluaye que nos permitirá, através de sua leitura, entender o culto tão complexo do orixá.

Optamos por utilizar a denominação Obaluaye para a identificação dessa divindade, também conhecida como Sakpata, Omulu, Sopanna, etc., com intuito de facilitar a leitura e compreensão.

Apresentamos aqui as considerações iniciais para o desenvolvimento de um trabalho mais amplo que fará parte do projeto de Doutorado em Antropologia Social, iniciado em 2008, na PUC/SP.

Obaluaye Atotô! Xapanà nasceu em Empê, no território de Tapa, Também chamado de Nupê. Era um guerreiro terrível que, Seguido de suas tropas, percorria o céu e os quatro cantos do mundo.

Ele massacrava sem piedade aqueles que se opunham à sua passagem.  Seus inimigos saíam dos combates mutilados ou morriam de peste.

Assim, chegou Xapanã em território Mahí, no Daomé. a terra dos Mahis abrangia as cidades Savalú e Dassa Zumê. Quando souberam da chegada iminente de Xapanã, Os habitantes desta região, apavorados, consultaram um adivinho. E assim ele falou:

“Ah! O Grande Guerreiro chegou de Empê!”. Aquele que se tornará o senhor do país! Aquele que tornará esta terra rica e próspera chegou! Se o povo não o aceitar, ele o destruíra! É necessário que supliquem a Xapanã que os poupe. Façam-lhe muitas oferendas, todas as que ele goste, Inhame pilado, feijão, farinha de milho, azeite de dendê, picadinho de carne de bode e muita, muita pipoca. Será necessário também que todos se prosternem diante dele, que o respeitem e o sirvam.

Logo que o povo o reconheça como pai, Xapanã não o combaterá, mas protegerá a todos!

Quando Xapanã chegou, conduzindo seus ferozes guerreiros, os habitantes de Savalú e Dassa Zumê reverenciaram-no, encostando suas testas no chão, e saudaram – no: “Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!” “Respeito e Submissão!”. Xapanã aceitou os presentes e as homenagens, dizendo: “Esta bem! Eu os pouparei!”.

Durante minhas viagens, desde Empê, minha terra natal, sempre encontrei desconfiança e hostilidade. Construam para mim um palácio, é aqui que viverei a partir de agora! Xapanã instalou-se assim entre os Mahis.

O país prosperou e enriqueceu e o grande Guerreiro não voltou mais a Empê.

No território Tapa, também chamado de Nupê, Xapanã é considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas. Ele tem também o poder de curar, as doenças contagiosas são na realidade, punições aplicadas àqueles que o ofenderam ou conduziram-se mal. Seu verdadeiro nome é perigoso demais pronunciar. Por prudência, é preferível chamá-lo de Obaluaye, o “Rei Senhor da Terra” ou Omulú O “Filho do Senhor” Quando Xapanã instalou-se entre os Mahis recebeu em uma terra o nome de Sapata. Aí, também, era preferível chamá-lo de Ainon, o “Senhor da Terra”, ou então, Jeholú o “O Senhor das Pérolas”.

O fato de ser chamado de Jebolú e Ainon, causou mal-entendido entre Sapata e os reis do Daomé, pois eles também usavam estes títulos. Enciumados, os Jeholú de Abomey expulsaram, várias vezes, Jeholú Ainon do Daomé e obrigaram-no a voltar momentaneamente, à terra dos Mahis.

Jeholú Ainon vingou-se, vários reis daomeanos morreram de varíola! Atotô!

Como podemos notar na leitura do mito, a divindade possui várias denominações e o surgimento de seu culto é um tanto confuso, contribuindo assim para a aura de mistério que envolve, tanto na África quanto no Brasil.

Iniciaremos analisando os nomes atribuídos a ela e para tal recorreremos à obra de Claude Lépine, que traz com clareza, precisão e didática dados que nos irão dar respaldo para entender o conjunto de acontecimentos sociais, religiosos, geográficos, políticos, e porque não dizer linguísticos, que fizeram de Obaluaye um dos mais misteriosos e temidos orixás.

Lépine, inicialmente divide as denominações da seguinte forma: Soponna (para os Yorùbá) e Sakpata (no Danxome), que não passam de dois nomes diferentes da mesma divindade. São chamados, respectivamente: Obaluàiyé e Ainon, o que significa respectivamente: O rei dos donos da terra e Dono da terra; Soponna e Sakpata têm por altar um pequeno monte de terra sobre o qual estão inseridas, de cabeça para baixo, duas ou três panelas de barro cheias de furinhos. Tais altares são frequentemente encontrados nas encruzilhadas perto da entrada das aldeias e seus templos são erigidos a certa distância dos núcleos urbanos.

Costumam ser cobertos de palha trançada. Omolu e Olu, que são títulos de uma divindade regional originária do Oeste (Verger, 1957, p.246) associada à água, e que acabou, em Ketu, por confundir-se com Soponna - Obaluàiyé, o que nos leva a supor que tinham algumas funções em comum.

Possivelmente esta antiga divindade era associada ao culto dos primeiros antepassados que ocuparam a terra.

Pierre Fatumbi VERGER, Lendas dos Orixás, p. 59-61

Claude LÉPINE, Os dois reis do Danxome, 2000.

 

Buruku é o nome de uma entidade encontrada sobre tudo no Oeste, mas conhecida também em Ilé-Ifè em Òyó, e até em território nupê, e cujas atribuições não são bem definidas.

No Leste, é uma divindade da varíola que tende a confundir-se com Soponna, no oeste, em Atakpamé, assume feições de Deus supremo. Mas em Dassa (seu lugar de origem?), também no Oeste, ele é representado por um montículo de terra como Sakpata, por outro lado Buruku frequentemente é associado a Nanã, antiga divindade da terra. Mas Na, ou Nanã, é um título usado para designar uma senhora venerável, princesa, rainha ou tia idosa... Nanã Buruku então significaria apenas: Venerável Mãe Buruku?

Continuaremos a utilizar o trabalho de Claude Lépine com intuito de identificar a localização dos principais centros de cultos do orixá. O autor apoia-se principalmente em Verger para traçar os caminhos percorridos pelo culto à divindade.

 

·    IGALA: Entre os Igala da região de Idah, a divindade da varíola chama-se Iye, isto é, provavelmente Aiye iu seja o mesmo que Obalúaiyè. O povo Igala cultua a Terra e os Antepassados e não os òrisà.

·    AKOKO: Para os Akoko (Ogori, Estado de Kwara, Nigéria), a deusa da varíola é Iya Okeka, a Grande Mãe. A Lepra á atribuída à divindade da Terra, Ije, provavelmente a mesma Iye, Aiyé.

·    IGBO: O deus da varíola, entre os Igbo, é Ojuku. Os Igbo cultuam também uma divindade da terra chamada Ale, Ala ou Ana (seria Ilé, Onilé dos Yorùbá, ou Nanã.

·    ILÉ-IFÈ: Em Ilé-Ifè existe uma divindade chama Obalúàiyè, associada a terra e à agricultura, e também aos mortos e antepassados. Dizem que Obalúàiyè estava estabelecido na região, em Oke Itase, bem antes da chegada de Odudùwà. Há outra divindade, Buku, que traz a varíola.

·    OYÓ: Obálúàiyè teria vivido em Oyó no tempo do fundador da dinastia real, Oranyián. Dizem que era um guerreiro cruel, que acabou emigrando para o país do Mahi, onde se fixou. Segundo outra tradição, Obalúàiyè e era rei de Oyó e Oranyán roubou-lhe o trono. Dizem que veio do país Nupê, onde teria sido um rei muito poderoso. Buruku também é conhecido, sendo responsável pela varíola.

·    IBADAN: Em Ibadan, Buruku e Sòpònna, são a mesma divindade. Buruku teria vindo do oeste, do Danxome ou do Togo. Segundo os informantes de Verger, teria vindo de Tapá (Nupe), onde era um rei muito poderoso. Até hoje Obálúàiyè é chamado Elempe, isto é, rei de Nupê. Podemos imaginar que eram duas divindades distintas, que acabaram por se fundir.

·    ABEOKÙTÁ: Buruku e Omolu são cultuados nos mesmo templo, o que deve significar que eles mantêm algum parentesco ou que eles foram instalados pelo mesmo grupo. Buruku teria vindo de Sàvé e Omolu, do Danxome. Omolu é uma  divindade das águas, e nos sacrifícios rituais que lhe são oferecidos não se deve usar faca de ferro.

·   SÁBÈ: Dizem em Sàvé que Sakpata (Sòpònna) veio de Òyò. Buku, por sua vez, é dito ter vindo do oeste. Existe também Olu Odo, divindade das águas, que apresenta todas as características de Omolu. Teria vindo de Aise ou de Aja Popo.

·    KÉTÙ: Em Kétù, Sòpònna, Omolu e Obálúaiyè são a mesma divindade. Segundo alguns, ela veio de Dassa Zoumé, segundo outros, veio de aise ou de Aja Popo, aldeias situadas a oeste de Kétù.

·     DASSA ZOUMÉ: SÒPÒNNA é ai o mesmo que Sakpata, e dizem que ele veio de Tapa.

·     ALLADA: Em Allada o deus da varíola dos Houeda seria Houeci ou Houessio, entidade da família do píton Dabgbe, e associada aos Antepassados.

·     ABOMEY: Como já sabemos, Sakpata foi trazido por Agaja no século XVIII; dizem que ele veio de Dassa Zoumè.

 

O culto a Obaluaye está presente em várias regiões da África, cada qual com suas especificidades próprias. Não podemos simplesmente restringir o culto a uma única região, como é o caso de alguns orixás.

Ao tentarmos buscar o início do culto de Obaluaye deparamo-nos sempre com o culto à terra e aos ancestrais. Seja através de mitos ou através da história, essa divindade está sempre vinculada a esses dois elementos: a terra e os ancestrais.

Ainda não temos uma definição sobre qual dos caminhos percorreremos para clarear nosso objeto e até mesmo se é possível separá-los, mas já constatamos um fato, caso o início do culto esteja realmente vinculado à terra, este será sem dúvida um dos mais antigos dentre os existentes na África, pois o culto à terra é anterior ao culto aos orixás.

Parés, citando Lépine, conduz-nos a refletir sobre isso:

Os cultos a Sakpata Shapana (e outras variantes como Obaluaye, Ainon, Iye, Buruku) representariam originalmente um culto ao “rei da terra”, associado aos ancestrais fundadores (nascidos ou moradores no fundo da terra) e a ciclos agrícolas, e remontariam a um antigo sistema religioso pré-Odudua. Se realmente constatarmos que o culto a esta divindade é anterior ao sistema religioso implantado por Odudua e que é realmente vinculado à terra, tentaremos descobrir como houve a transposição do orixá masculino (Obaluaye) sobre o feminino (Terra). Assim, esclareceríamos parcialmente o motivo pelo qual, em algumas regiões da África, Nanã é tida como a divindade da terra, vinculada também aos ancestrais, sendo seus altares de culto muito semelhantes aos de Obaluaye.

Outra questão que pretendemos pesquisar é a composição entre Nanã Buruku, Shapana e Omulu, denominada por Parés de tríade: ...Nana Buruku, Shapana e Omulu configuram na África uma complexa tríade de divindades, com inúmeros cultos inter-relacionados das formas mais diversas e repartidos numa vasta área que vai do país Nupe, no leste, até além do rio Volta, na região nordeste do país Ashanti, no oeste.

Aqui no Brasil, os cultos a essas três divindades também se relacionam intimamente entre si, seja por parentesco – Nanã, sendo considerada mãe de Obaluaye; seja pela semelhança entre os altares ou pelo culto propriamente dito e pelo arquétipo atribuído aos seus iniciados.

Pesquisando sobre os grupos que cultuam a terra, encontramos um que acreditamos ser necessário citar no trabalho devido a algumas peculiaridades. Este grupo é chamado de Bambara.

As semelhanças do culto desse grupo com o de Obaluaye residem no fato de que ele também cultua a terra e suas vestimentas ritualísticas lembram as utilizadas hoje em dia pelo orixá Obaluaye nas casas de candomblé, Isso poderá ter influenciado na composição das vestes aqui no Brasil.

A vinculação de Obaluaye à varíola é um outro assunto que exige aprofundamento, pois se chegarmos a conclusão que o culto a Obaluaye surgiu com o culto à terra, precisaremos compreender por qual motivo ele foi vinculado à varíola. Lépine em relação a isso afirma: (O Deus da Varíola)... É anterior às epidemias de varíola que devastaram o país a partir do século XVII e não apareceu com elas.

E acrescenta: Vários autores estão de acordo em afirmar que o culto da terra, junto com o dos antepassados, teria sido a primeira forma de religião dos Yorubás e dos Ajas. Religião Luís Nicolau PARÉS, A formação do candomblé, p. 293.

Os Bambara, ou bamana, pertencem ao grupo mandê, que forma a base da população atual da República do Mali. Claude LÉPINE apud Carlos Eugenio Marcondes de MOURA (org.), Leopardo dos Olhos de Fogo, p.128.

Que deve ter-se desenvolvido a partir de sua fixação na região do Golfo do Benin e da formação de uma sociedade agrícola de linhagens. A assimilação desta divindade por outros grupos religiosos também será objeto de discussão no decorrer da tese na qual pretendemos traçar os motivos que fizeram os demais grupos como os Jeje, ou Jeje-Mahi, os Iorubas, dentre outros assimilá-la ao panteão de suas divindades.

Os temas acima, devidamente analisados, farão parte do primeiro capítulo do trabalho final.

Ressaltamos, porém, que os dados iniciais poderão sofrer alterações no decorrer do processo de pesquisa.

 


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