Percurso histórico da Irmandade de Nossa Senhora de Boa Morte

Resumo

SILVA, Cacio Romualdo C.1

 O referido artigo tem por objetivo, estabelecer um breve percurso histórico da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, desde o seu surgimento no bairro da Barroquinha, em Salvador, até os dias atuais, na cidade de Cachoeira, Bahia. Sua relação com o candomblé, seu deslocamento para o Recôncavo, suas “lutas” passadas e atuais são os principais elementos nos quais a atenção do pesquisador centrar-se-á.

Palavras-chave: Escravidão, liberdade, Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, candomblé, religião, resistência.

A crença em uma alma que é capaz de sobreviver após a morte está presente em quase todas as religiões. Na religião católica isto não é diferente, e possui suas origens no Antigo Testamento e nos Evangelhos. No período medieval, tal crença foi vivenciada de modo peculiar, quando morrer passou a ser considerado uma espécie de momento de transição bem-desejado entre o mundo físico e o mundo espiritual. Via-se naquele período, e nos séculos que se seguiram, a promoção da arte do bom morrer ou da boa morte, tendo como principal modelo a Virgem Maria, na sua morte e assunção ao Céu.

Na Europa, o primeiro altar dedicado a Nossa Senhora da Boa Morte foi erguido em Roma, na Igreja Mãe dos Jesuítas, mesma cidade onde surgiu a primeira irmandade a invocar esta denominação – Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte. Em Portugal, o culto a esta denominação dada a Nossa Senhora teve início no século XVII, também nos ambientes jesuíticos.2 No Brasil, por influência da metrópole portuguesa, o culto a Nossa Senhora da Boa Morte se expandiu com grande rapidez nos mais importantes centros urbanos daquele período. Na Bahia, é constatado por NASCIMENTO (1998) que o culto a Nossa Senhora da Boa Morte surgiu nas igrejas que foram construídas em devoção à morte e assunção da Virgem Maria e que receberam o nome de Nossa Senhora da Glória.

Era muito comum a existência de um culto à boa morte realizado nos altares laterais dessas grandes igrejas, a partir de uma imagem de Nossa Senhora falecida, sob a imagem da assunção da mesma santa associada à da Glória. 1 Cacio ROMUALDO C. Silva, graduando do curso de Psicologia da Faculdade Ruy Barbosa. 2 BORGES (s/d)

A partir do final do século XVIII e início do XIX, a província da Bahia passou a viver um processo de grande desenvolvimento e prosperidade. Uma das maiores conseqüências deste fato foi o aumento considerável do fluxo de escravos africanos, principalmente originados do golfo do Benim. Era política colonial utilizar a igreja católica na organização de confrarias ou irmandades exclusivas para negros. Cada etnia africana tinha a sua. Através da formação destes grupos tentava-se manter viva a rivalidade e a hostilidade que existia entre os negros africanos oriundos de diferentes regiões da África.

Estas estruturas favoreciam as três instituições, pois garantia a manutenção do poder e preservava, em parte, a tradição cultural africana. É o que sustenta MATTOSO (1992), afirmando que, para a Igreja, irmandades como a da Boa Morte “ representavam, de um lado, a garantia de que sua mensagem era ouvida e, de outro, um meio de exercer controle sobre pessoas cuja fé nem sempre era muito antiga. No final todos tinham a lucrar, inclusive o Estado, que se poupava parcialmente de duas obrigações: sustentar o culto e socorrer materialmente os necessitados”.

No entanto, ao longo do tempo, os negros que permaneceram em Salvador e faziam parte desses grupos, mesmo tendo origens rivais, conseguiram interagir socialmente e preservar seus símbolos, costumes, estruturas hierárquicas e conceitos filosóficos, musicais religiosos. As irmandades católicas ... “foram de fato instituições onde foi possível a reelaboração do ethos africano. Elas constituíram o local onde fecundou o embrião do culto aos orixás a partir da união de cultos religiosos específicos de cada etnia, possível, é bem verdade, pela similaridade ritual em torno de um deus comum iorubano. Resistia-se, assim, à tentativa branca de impedir a organização africana em torno de um propósito comum de resistência cultural e política”. 43 A província da Bahia estabeleceu com a região de Daomé, atual Benim, na África, uma espécie de contrato de exclusividade comercial no tráfico de escravos que perdurou durante muitos anos. Segundo VERGER (1997), “esses contatos foram particularmente intensos com Angola e Congo, até aproximadamente o final do século XVII, desviando-se, mais tarde, em direção à ‘costa do leste do Forte São Jorge de Mina’, situado no golfo do Benim, entre o rio Volta e o rio Lagos. Tais relações limitaram-se, posteriormente, à parte central da referida região, conhecida pela triste denominação de ‘Costa dos Escravos’”. 4 NASCIMENTO, Luiz C. D. Presença do Candomblé na Irmandade da Boa Morte – Uma Investigação Etnográfica sobre Ritos Mortuários e Religiosidade Afro-baiana. Dissertação de Mestrado, UFBA, 2002.

A Irmandade da Boa Morte é fundamentalmente fruto desses encadeamentos. Fora criada por negras africanas alforriadas de nação ketu, devotas de Nossa Senhora da Boa Morte e possuidoras de um propósito essencialmente político. Esta irmandade tinha como principal objetivo garantir a alforria e a sobrevivência de negros libertos. 5 Moradoras, em sua maioria, do bairro da Barroquinha, na cidade do Salvador, as mulheres da Boa Morte eram conhecidas como as negras do “partido alto” pois pertenciam a uma respeitada “elite social” africana na Bahia.

Entre 13 e 156 de agosto, estas mulheres, juntando-se aos homens da Irmandade dos Martírios da Baixa dos Sapateiros ou das Portas do Carmo, realizavam sua procissão anual carregando o esquife de Nossa Senhora pelas ruas e ladeiras do São Bento e da Barroquinha. Mais tarde se transferiram para a Igreja da Barroquinha e se constituiriam num grupo feminino e numa organização religiosa de fato. Porém, em nenhum momento do processo de estruturação da irmandade que reverenciava a morte e assunção de Nossa Senhora foi deixado de lado o culto aos deuses africanos – o culto aos orixás. “No imaginário da Boa Morte, (...) boa morte passou a ser a forma de vida de seus ancestrais míticos, tendo como atributo o orixá feminino Nana Buruku, responsável pela transição do corpo material para o outro mundo, e outros orixás relacionados à morte. Mas também os outros deuses do panteão africano relacionados ao nascimento. Boa morte seria assim uma adesão ao ideal católico de morte, mas preservando suas

próprias concepções em que os elementos rituais do culto aos orixás foram incorporados aos santos católicos.” 7 A morte, então, passou a ter um papel simbólico de unidade e a representar

possibilidades de intensas transformações na vida dessas mulheres. Através da imagem de Nossa Senhora, não somente foi possível agregar a crença de dois diferentes povos (português e africano) como também a relação individual de todos os orixás femininos que se relacionam com o que este povo entendia por morte. Na fé católica, Nossa Senhora é aquela que imediatamente à sua morte foi arrebatada aos céus para viver uma nova vida e sinalizar, desta forma, a piedade de Deus para com seus filhos. No culto aos 5 VERGER, Pierre Fatumbi, 1902-1996. Orixás, deuses iorubás na África e no Novo Mundo. Tradução: Maria Aparecida da Nóbrega. 5a. edição. Salvador: Corrupio, 1997. & MATTOSO, Kátia, M. Q. Bahia, Século XIX – Uma Província no Império; 2a. edição, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1992. 6 No período de 13 a 15 de agosto a igreja católica comemora a morte e assunção de Nossa Senhora. 7 NASCIMENTO, Luiz C. D. Presença do candomblé na Irmandade da Boa Morte – Uma Investigação Etnográfica Sobre Ritos Mortuários e Religiosidade Afro-Baiana. Dissertação de Mestrado, UFBA, 2002. orixás foi possível representar, através desta mesma imagem, as faces de: Nanã, orixá relacionado à vida, uma vez que “deu à luz” a mais três orixás, Obaluaê, Oxumarê e Iroco (que também se relacionam com a idéia de morte); e com a morte, por possibilitar ao homem o retorno ao seu lugar de origem após destruição de seu corpo; Yansã, que é uma orixá guerreira, possui a responsabilidade de cuidar daquilo que permanece após a morte do corpo e saída do espírito: os eguns; Iemanjá, a rainha dos mares e aquela que alimenta seus filhos com fartas pescarias, mas leva para o fundo do mar aqueles por quem se apaixona; e, por fim, Oxum: a grande rainha das águas doces. 8 Toda essa complexidade de valores e significados que se expressam simbolicamente nos costumes e gestos possibilitou a “Várias mulheres enérgicas e voluntariosas, originárias de Kêto, antigas escravas libertas, pertencentes à Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte da Igreja da Barroquinha, (...) a iniciativa de criar um terreiro de candomblé chamado Iyá Omi Áse Áirá Intilé,9 numa casa situada na ladeira do Berquo, hoje Rua Visconde de Itaparica, próxima à Igreja da Barroquinha”. (VERGER,1997).

DESLOCAMENTO PARA CACHOEIRA

No final do séc. XVIII e início do séc. XIX, a Bahia viveu um processo de grande desenvolvimento econômico, e o Recôncavo foi uma das regiões que mais se beneficiaram com esta situação. Neste período, a vila de Cachoeira tornou-se um pólo agroindustrial. Seus principais produtos eram o açúcar e o tabaco. Por estes e outros motivos, esta vila tornou-se uma das mais ricas e importantes da província baiana (MATTOSO, 1992). Para manter esse status, foi necessária a importação de um grande número de escravos africanos, os quais também seriam provenientes da região de Daomé, ainda devido ao contrato de exclusividade mantido entre a Bahia e aquela região da 8 Para estudos mais aprofundados sobre os orixás e as relações destes com a idéia de morte; ver: REIS, Alcides M. Candomblé: A panela dos segredos. Organizador: Rodnei Willian Eugenio. São Paulo: Arx, 2000. VERGER, Pierre Fatumbi, 1902-1996. Lendas Africanas dos Orixás.

Tradução: Maria Aparecida da Nóbrega. 4a . edição. Salvador: Corrupio, 1997. VERGER, Pierre Fatumbi, 1902-1996. Orixás, deuses iorubas na África e no Novo Mundo. Tradução: Maria Aparecida da Nóbrega. 5a. edição. Salvador: Corrupio, 1997.

Conforme nos assegura VERGER, no livro da referida citação, a partir do terreiro Iyá Omi Áse Áirá

Intilé, que mais tarde passou a se chamar Ilê Iyá Nassô Oká, já situado no bairro Vasco da Gama, surgem, devido a algumas discordâncias dos participantes deste terreiro, os terreiros Axé Opô Afonjá, no bairro de São Gonçalo do Retiro, e também, no bairro da Federação, o terreiro Iyá Omim Iyá Massê.

África. Esses negros, que passaram a viver em Cachoeira, possuíam a mesma origem étnica daqueles que já viviam em Salvador e tinham formado a irmandade da Boa Morte.(VERGER, 1997).

Favorecidos pela proximidade entre as cidades de Salvador e Cachoeira e também pelo desenvolvimento da navegação a vapor, a relação de intercâmbio entre os negros livres destas cidades foi algo que não demorou muito a acontecer e a se fortalecer.

Ao longo dos anos, a vila de Cachoeira não apenas se tornou um grande centro econômico, mas também uma zona de poderosa influência nas regiões onde a população negra era maioria. Por volta de 1820, a Irmandade da Boa Morte chega em Cachoeira, atraindo para si membros de toda a adjacência da província. Como não poderia deixar de ser, assim como em Salvador, as mulheres da Boa Morte, em Cachoeira, fundaram em uma região considerada de extrema periferia, à porta da rua da província, uma casa de culto aos orixás. A Casa Estrela, como ficou conhecido o terreiro, era o candomblé das grandes senhoras (as rumbonas), o primeiro e principal terreiro de candomblé da região, local de onde saíam os iniciados no culto africano responsáveis por fundar outros terreiros, tanto em Cachoeira quanto nas adjacências da região. Essa casa era também o centro das principais decisões sociopolíticas relacionadas à vida dos negros. Após o progresso econômico, a vila de Cachoeira tornou-se um grande centro escravista, isto demandava, por parte da Irmandade, uma maior dedicação, a fim de manter os principais motivos de sua constituição (MATTOSO,1992 & NASCIMENTO, 2002).

Cerca de 184 anos após a saída de Salvador e chegada a então Vila de Cachoeira, a confraria, formada unicamente por mulheres negras devotas de Nossa Senhora da Boa Morte e adeptas do culto aos orixás, permanece como modelo de luta e resistência.

Com o passar dos anos, a relação entre a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e a Igreja Católica, bem como as cerimônias de intercessão entre as duas instituições tornaram-se cada vez mais presentes, enquanto as cerimônias ligadas ao culto aos orixás, que também sempre representou um dos pilares da Irmandade, tornavam-se algo que, gradativamente, passava a pertencer à extrema intimidade da devoção, e quase nunca era visto pelas pessoas “comuns”. O que, de certa forma, fez com que estas mesmas pessoas e a própria Igreja passassem a perceber esta Irmandade como algo genuinamente católico e, por isto, totalmente atrelado àquela instituição – “Na década de 1980, a Irmandade da Boa Morte estava em vias de desaparecimento. Órgãos oficiais baianos ligados à área de cultura e turismo interferiram no sentido de resgatá-la. Aos poucos, a Irmandade se voltou para o interesse turístico, principalmente quando grupos americanos começaram a financiar a festa anual e impor-lhe caráter político. Os meios de comunicação também passaram a se interessar fazendo coberturas jornalísticas de abrangência nacional, atraindo outros segmentos turísticos. Esses fatores feriram os brios da Igreja, que só nesse momento percebeu a autonomia da Irmandade.

A partir desse momento, a Igreja tentou, de diferentes maneiras, interferir na estrutura interna da devoção. Uma das primeiras ações ocorreu no sentido de influenciar diretamente na hierarquia da Irmandade, nomeando o seu membro mais relevante, bem como interferindo diretamente na administração da Irmandade, fato que gerou tensões no relacionamento entre os membros da Boa Morte e a hierarquia da Igreja Católica local.

Este feito deflagrou uma sucessão de conflitos que durou cerca de dez anos e mobilizou diferentes grupos sociais de Cachoeira do restante do Estado e, até mesmo, de fora do país no re-estabelecimento do diálogo. A população, incluindo alguns artistas, políticos, intelectuais e movimentos negros, envolveu-se com o intuito de tentar encontrar uma maneira de resolver os diferentes problemas emergentes a partir daquela situação. Entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990, este movimento foi fortalecido pela participação de grupos de negros norte-americanos e da viúva do pacifista, também norteamericano, Martin Luther King, a senhora Coreta King. Unidos, estrangeiros e população local foram capazes de pressionar a justiça, que, após cerca de cinco anos, possibilitou à Irmandade da Boa Morte a recuperação dos seus bens (NASCIMENTO, 2002).

Com incentivos de órgãos do governo, de instituições não-governamentais e dos negros norte-americanos, a Irmandade conseguiu um local para construção de sua nova sede e também de uma capela em louvor à Nossa Senhora da Boa Morte (NASCIMENTO, 2002).

A última festa, realizada em agosto de 2003, selou por completo as pazes entre as duas instituições. Pela primeira vez, após mais de dez anos, um representante da Igreja Católica conduziu ritos católicos em louvor a Nossa Senhora da Boa Morte em um espaço eminentemente dedicado à devoção. Tal ação representou um retorno ao diálogo e à convivência harmônica entre a Igreja Católica e a Irmandade da Boa Morte. 10 NASCIMENTO, Luiz C. D. Presença do Candomblé na Irmandade da Boa Morte – Interseção, Resistência e Suicídio Cultural – Universidade Estadual de Feira de Santana-BA, 1998.

Hoje, a Irmandade da Boa Morte mantém, juntamente com os louvores sincréticos a Nossa Senhora da Boa Morte e aos orixás, os objetivos que lhe constituíram; a saber, garantir a alforria e a sobrevivência de escravos libertos. A Irmandade, atualmente, assim como antes, mantém-se como uma instituição de cunho religioso e também de apoio social, além de envidar esforços destinados àqueles de maior carência socioeconômica, no sentido de promover as condições mínimas de dignidade de suas vidas. Nesse sentido, enfrenta a situação opressora de escravidão, hoje perdurável no plano socioeconômico, com ações afirmativas e positivas, para oferecer condições de vida mais decentes aos membros da instituição.


 

Referências Bibliográficas:

 

VERGER, P. Os Nagó e a Morte. Padê, Asèsè e o culto Ègum na Bahia. Ed. Vozes, Petrópolis,

1972.

VERGER, Pierre Fatumbi, 1902-1996. Orixás, deuses iorubas na África e no Novo Mundo.

Tradução: Maria Aparecida da Nóbrega. 5a. edição, Salvador: Corrupio,1997.

VERGER, Pierre Fatumbi, 1902-1996. Lendas Africanas dos Orixás. Tradução: Maria Aparecida

da Nóbrega. 4a. edição, Salvador: Corrupio, s/d.

ELBEIN DOS SANTOS, Juana. Os nagô e a morte . Petrópolis: Vozes, 1996.

GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

NASCIMENTO, Luiz C. D.; ISIDORO, Cristina. A Boa Morte em Cachoeira – Contribuição

para estudo etnográfico. 1a.edição, Cachoeira, 1988.

NASCIMENTO, Luiz C. D. Presença do Candomblé na Irmandade da Boa Morte – Interseção,

Resistência e Suicídio Cultural – Universidade Estadual de Feira de Santana -BA, 1998.

NASCIMENTO, Luiz C. D. Presença do Candomblé na Irmandade da Boa Morte - Uma

Investigação Etnográfica Sobre Ritos Mortuários e Religiosidade Afro-Baiana. Dissertação de

Mestrado, UFBA, 2002.

BORGES, N. C.; Culto a Nossa Senhora da Boa Morte em Lovação. História, Arte e

Antropologia Cultural. In.: Actas do 1o. Encontro de Psiquiatria do Hospital de Lorvão.

Publicação da Laboterapia, Produtos Farmacêuticos S/A, Lorvão, Portugal, s/d.

NASCIMENTO, Luiz C. D.; ISIDORO, Cristina. A Boa Morte em Cachoeira – Contribuição

para o estudo etnográfico; 1a. edição, Cachoeira, 1988.

REIS, J. J. (org). Escravidão e invenção da liberdade – estudos sobre o negro no Brasil. Ed.

Brasiliense, São Paulo, 1998.

CÁCERES, Florival. História Geral. 4ª ed. São Paulo: Moderna, 1996.

DOMINGUES, Joelza Ester. História: o Brasil em foco. São Paulo: FTD, 1996.

MATTOSO, Kátia, M. Q. Bahia, Século XIX – Uma Província no Império; 2a. edição. Rio de

Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1992.

REIS; Alcides M. Candomblé: A panela dos segredos. Organizador: Rodnei Willian Eugenio.

São Paulo: Arx, 2000.

ALBUQUERQUE, Manoel, M. Pequena História da Formação Social Brasileira. 4a. edição. Rio

de Janeiro: Graal, 1986.